Blairo aceita convite e será ministro da Agricultura no Governo Temer


Por Tarso Nunes - RD News

Blairo aceita convite e será ministro da Agricultura no Governo Temer

O senador Blairo Maggi (PR) será o novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) num eventual Governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), caso o Senado afaste a presidente Dilma Rousseff (PT), na próxima quarta (11).

O republicano aceitou o convite do PP, que terá o comando da pasta no provável governo do peemedebista. “Fui convidado pelo PP e aceitei. Agora falta a oficialização do presidente Temer que deve acontecer na semana que vem”, garante o senador por meio de nota divulgada nas redes sociais neste sábado (7).

 Ainda conforme o comunicado, a decisão de Blairo foi em razão da situação do país, em homenagem a Mato Grosso e pelo seu pai André Maggi (falecido). “Que se estivesse aqui ficaria muito feliz. Espero ter apoio de todos”, explica o parlamentar que ainda deve deixar o PR e ingressar no PP.

Caso Blairo se filie ao PP, ele estará retornando às origens. Ocorre que o republicano iniciou a vida pública no extinto PPB (hoje PP), ainda como suplente de senador.  Depois foi para o PPS, em cuja legenda conquistou dois mandatos de governador  e está hoje no PR.

Blairo será o segundo representante de Mato Grosso a assumir o ministério da Agricultura. Em 2014, Neri Geller (PMDB) ficou à frente do Mapa por nove meses. Neri, inclusive, assumiu o posto em razão, especialmente, da articulação de Blairo. No ano seguinte, o peemedebista deixou a pasta, sendo substituído por Kátia Abreu (PMDB-TO).

Impeachment

O impeachment vai ao plenário para votação, na próxima quarta (11), sendo necessária a maioria simples para ser aprovado, ou seja, 41 dos 81 senadores. Se for aprovado, a presidente Dilma é afastada por 180 dias e quem assume é o vice-presidente Michel Temer, até que se vote em definitivo.

Ararath

Blairo ainda comemorou o fato de a Procuradoria Geral da República ter o inocentado acerca das denúncias da Operação Ararath, dentre elas, a de que teria negociado a cadeira no TCE, que hoje é ocupada pelo conselheiro Sérgio Ricardo. "Como coisa ruim correm sozinhas e boas temos que falar. Não tem mais qualquer processo nesta área", ressalta o senador.