Operação Timber Shield: Perícia não identifica cocaína em carga de madeira e defesa questiona prejuízos após apreensão


Por Por Assessoria

Uma perícia realizada em uma carga de madeira apreendida durante uma operação da Polícia Federal apontou resultado negativo para a presença de cocaína, segundo o advogado Elôver Alves Arantes Júnior. A informação foi divulgada pelo próprio defensor em um vídeo publicado em suas redes sociais, no qual ele também questiona os prejuízos causados pela retenção da carga.

A apreensão ocorreu em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, ação conjunta entre autoridades do Brasil, Estados Unidos e Bolívia. Na ocasião, a Receita Federal informou que a operação havia resultado na apreensão de uma grande quantidade de cocaína supostamente ocultada em cargas de madeira transportadas por caminhões abordados em Cáceres (MT) e Corumbá (MS).

De acordo com o Dr. Elôver Alves Arantes Júnior, após cerca de 30 dias de espera, a defesa teve acesso ao laudo pericial, que não constatou vestígios da droga. Segundo ele, além da perícia realizada no local, também foi feito um teste rápido pela Polícia Federal, que igualmente não teria indicado resultado positivo, além de fiscalização com cães da PF, trazidos de Rondonópolis.

O advogado afirma que não existiam investigações anteriores ou indícios que relacionassem a empresa transportadora ao tráfico de drogas. Para ele, a permanência dos caminhões apreendidos durante um mês provocou prejuízos financeiros significativos, incluindo custos com fretes paralisados, descarregamento da madeira e reorganização da carga para atender às exigências dos peritos.

"Quem vai arcar com todos esses prejuízos?", questionou o advogado, ao defender que a empresa foi submetida a despesas sem que tenha sido comprovada a existência de entorpecentes na carga.

Segundo o órgão, a confirmação da presença ou não de cocaína depende da finalização de exames laboratoriais complementares, cujo laudo definitivo tem previsão de conclusão até o dia 31 de julho.

Porém, a Receita Federal lavrou Termo de Liberação dos Volumes e dos Caminhões.

Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso. A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Federal, e apesar das cargas estarem liberadas, a conclusão oficial dependerá do resultado dos exames periciais finais.